De Alberto Caieiro, "em Pessoa":

"Pensar incomoda como andar na chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais"
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28/09/2010

COM ERRO E TUDO...

Coul you borrow me your tongue?
I need something to make me famous
and your speechs are so clean,
so beauty, so disastering.

There was a man in the house,
I didn´t know his name.
So I just go to tell you
that I´m not quite sure about yor sincerity.

Som days people have drowning in the rain
and sorrow wash their tears
pane pacify her muscles
fortune wear their eyes.

Now we come again to your house
but you don´t need us
We were just children when the dream came true
and you know...

There are no prisoner
There are no questions
we lost, anything else
nothing to wait for
and a strange sense of piety
running against the dry clime of my soul.


Caramba!!! 18 anos atrás. Sendo rigoroso, tanto continua tão válido!!!

13/04/2009

Textos antigos (e revisados) 1:

Não ignoro
A incoerência de minhas linhas,
mas não posso deixá-las de lado, ainda
que sequer encontre beleza
(tanto pessimismo, palavras tolas,
tristes...)

Sorrio ao lembrar o que procuro,
ao que me dedico com toda atenção.
Perdido num sonho,
de não saber onde se vai chegar, mesmo
esperando, às vezes, até comover,
convencer
iludir
com uma nobreza que ainda não compreendi,
receoso desses medos que
me impedem de usar
ainda um pouco mais de
transparência.

Cada nova palavra que sai de mim
sai por si só,
às vezes
amontoadas, tão sem sentido, que
tenho dó de mim;
ocasionalmente, transmitem
algo, de tão pueril que me
permitem desprezá-los.
E, muito raramente, entendo
o que eu mesmo quis dizer.

Mas evito sorrir - isso
talvez seja falsa modéstia -
escondo só para mim, ainda
sem saber se tudo é egoísmo
sarcasmo
ou medo de um grande fracasso.